19 junho 2011

18 de Junho 2011 | Resende

As informações sobre o percurso PR1 - Vale do Cabrum, em Resente, indicavam um caminho de 9 km. Como os 100 Limites têm o bom hábito de tornar cada caminhada muito "sua", acabamos por percorrer 15 km no meio das belas paisagens da zona.
Aqui ficam algumas informações oficiais sobre o percurso, e imagens do dia de ontem.

Fauna e Flora
Ao longo do vale do rio Cabrum observam-se interessantes locais de
carvalhais galaico-portugueses (Quercus rober e Quercus pyrenaica),
florestas de Castanheiros (Castanea sativa) e alguns sobreiros (Quercus
suber). Nas zonas ribeirinhas encontram-se Freixiais, Amiais e Salgueirais,
além da giesta nos caminhos.
Nestes locais, facilmente se encontram várias espécies de herpetofauna,
nomeadamente a salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica) e a
lagartixa de montanha. No rio, habitam a lontra, o lagarto de água (Lacerta
schreiberi), a truta, a boga comum e o bordalo (Rutilius alburnoides). A
águia de asa redonda, os corvos, os gaios, os melros e os piscos de peito
ruivo são as aves que por aqui se avistam. A raposa e o javali são
mamíferos que procuram abrigo e comida na floresta adjacente ao rio. Nos
pastos, observam-se exemplares bovinos de raça Arouquesa.

Geografia
Neste troço, de altitude variável entre os 600 e 900 metros, destacam-se
as encostas de declive acentuado, caracterizadas geologicamente por
terrenos graníticos. Aqui reina a paisagem de campos fechados, com os
abundantes socalcos e muros que delimitam pequenas propriedades,
onde se pratica uma policultura de regadio.
A Serra de Montemuro, na qual se integra o vale do rio Cabrum, marca a
transição entre as regiões litorais, temperadas e húmidas, das regiões
transmontanas, quentes e secas.
No vale do Cabrum desaguam diversos ribeiros de cursos sinuosos, dos
quais saem “levadas”, como a do “Rego do Boi”, de origem medieval, em
direcção ao Mosteiro de Cárquere, irrigando as terras e movendo os
rodízios dos moinhos.
Toda esta área, de habitat rural concentrado, caracteriza-se pela
biodiversidade animal e vegetal, bem como pelas riquezas geológicas,
culturais e patrimoniais a ela associadas.

Aspectos de interesse
Ao longo do percurso, por caminhos medievais de pedra e terra, conheça
o património histórico e paisagístico de povoados seculares.
Nos aglomerados rurais da Granja, Panchorrinha e Ovadas de Cima
observe a arquitectura tradicional de construção em granito e cobertura
em colmo.
Aproveite para ver as pontes da Panchorrinha e Covelinhas, dos séculos
XVIII, locais privilegiados para a pesca desportiva, e os cruzeiros da
Granja, Mariares, Panchorrinha e Ovadas de Cima, da autoria de António
Madureira, o bruxo escultor. Os marcos da Universidade de Coimbra, na
Panchorrinha, e os moinhos de rodízio, em Ovadas de Cima, são locais
de passagem obrigatória.
Aproveite, também, para visitar a Igreja matriz de S. Pelágio (séc. XVIII),
em Ovadas de Baixo, e a restante paisagem religiosa composta por
capelas, alminhas e cruzeiros.
No regresso, não se esqueça de saborear, como entrada, o basolaque,
seguido do anho assado no forno, o caldo de castanha e, para sobremesa,
as típicas cavacas ou as falachas de castanha.

(clicar nas imagens para aumentar)















2 comentários:

Didi Ci disse...

Maravilhoso!
A ampla paisagem é digna de ser apreciada.
"Nota 20"

Daniel Pereira disse...

A terra dos meus avós granja